Nutracêuticos: o que são, tipos e benefícios

nutracêuticos

Os nutracêuticos são utilizados por pessoas que buscam melhorar a saúde, complementar tratamentos e corrigir deficiências nutricionais. 

Ao mesmo tempo, o aumento da oferta no mercado também trouxe dúvidas importantes. 

Muitos consumidores ainda confundem nutracêuticos com medicamentos ou suplementos, sem entender as diferenças de função, composição e objetivo. 

Abaixo, você vai entender o que são nutracêuticos, como eles atuam no corpo, quais os benefícios e quais compostos são mais utilizados hoje.

O que são nutracêuticos?

Nutracêuticos são substâncias derivadas de alimentos que possuem propriedades biológicas capazes de contribuir para a prevenção, controle ou suporte ao tratamento de determinadas condições de saúde. 

Eles concentram compostos ativos encontrados em vegetais, minerais, ácidos graxos, aminoácidos, bactérias benéficas e outros componentes com ação fisiológica relevante.

O termo resulta da junção entre “nutrição” e “farmacêutico”, justamente porque esses compostos ocupam uma área intermediária entre alimentação e terapia complementar. 

Apesar disso, os nutracêuticos não substituem medicamentos quando existe necessidade clínica estabelecida.

Ees podem ser encontrados em cápsulas, pós, líquidos, sachês ou alimentos enriquecidos. 

O diferencial está na presença de ingredientes com ação metabólica e em concentrações superiores às consumidas na dieta cotidiana.

Entre os compostos mais utilizados estão:

  • Vitaminas antioxidantes;
  • Minerais quelados;
  • Probióticos;
  • Compostos fenólicos;
  • Ômega 3;
  • Fibras funcionais;
  • Extratos vegetais bioativos;
  • Aminoácidos específicos.

Os nutracêuticos costumam ser utilizados em estratégias voltadas para:

  • Redução de inflamação;
  • Melhora da microbiota intestinal;
  • Controle glicêmico;
  • Saúde cardiovascular;
  • Suporte imunológico;
  • Saúde cerebral;
  • Modulação hormonal;
  • Recuperação muscular.
benefícios dos nutracêuticos

Diferença entre nutracêuticos, suplementos e medicamentos

Embora muitas pessoas usem os termos como sinônimos, nutracêuticos, suplementos e medicamentos possuem finalidades diferentes. 

  • Suplementos: Têm como principal objetivo complementar nutrientes que podem estar insuficientes na alimentação, como proteínas, vitaminas, minerais, fibras e aminoácidos;
  • Nutracêuticos: Possuem uma proposta mais funcional e metabólica. Isso significa que podem atuar em mecanismos relacionados à inflamação, microbiota intestinal, estresse oxidativo, metabolismo lipídico e resposta imunológica;
  • Medicamentos: São desenvolvidos para tratar, controlar ou curar doenças específicas. Eles passam por processos regulatórios mais rigorosos, possuem princípio ativo definido e apresentam indicação terapêutica formal.

Como os nutracêuticos atuam no organismo

Os nutracêuticos atuam no organismo por meio da modulação de processos metabólicos relacionados à inflamação, oxidação celular, microbiota intestinal, sinalização hormonal e produção energética. 

Grande parte dessa ação acontece em nível celular. 

Compostos antioxidantes ajudam a reduzir danos provocados pelos radicais livres, que estão associados ao envelhecimento precoce e ao desenvolvimento de doenças.

O ômega 3, por exemplo, atua na formação de mediadores inflamatórios e pode auxiliar na saúde cardiovascular e cerebral. 

Já compostos fenólicos presentes em extratos vegetais apresentam ação antioxidante importante.

Aminoácidos funcionais também exercem funções importantes.

A glutamina participa da integridade intestinal, enquanto a creatina influencia a produção energética muscular e cerebral.

Principais benefícios dos nutracêuticos para a saúde

Os nutracêuticos são utilizados em diferentes estratégias clínicas porque conseguem atuar simultaneamente em múltiplos mecanismos metabólicos. 

Os benefícios variam conforme o composto utilizado, a dose, a biodisponibilidade e as necessidades individuais. 

Ainda assim, algumas aplicações aparecem com maior frequência na prática nutricional e clínica:

  • Suporte imunológico: Vitaminas, minerais, probióticos e compostos antioxidantes participam da regulação da resposta imune e ajudam a manter o funcionamento adequado das células de defesa;
  • Controle do estresse oxidativo: Compostos antioxidantes reduzem danos celulares associados ao envelhecimento precoce e ao desenvolvimento de doenças crônicas;
  • Melhora da saúde intestinal: Probióticos, prebióticos e fibras funcionais auxiliam equilíbrio da microbiota intestinal, digestão e integridade da barreira intestinal;
  • Auxílio metabólico: Alguns nutracêuticos influenciam a sensibilidade à insulina, metabolismo lipídico e controle glicêmico;
  • Saúde cardiovascular: Ácidos graxos essenciais e antioxidantes podem contribuir para controle inflamatório e equilíbrio do perfil lipídico;
  • Suporte cognitivo: Certos compostos bioativos atuam em neurotransmissores, circulação cerebral e proteção neuronal.
  • Recuperação muscular: Aminoácidos e proteínas funcionais auxiliam síntese proteica, recuperação tecidual e desempenho físico;
  • Modulação inflamatória: Diversos compostos naturais participam da regulação de mediadores inflamatórios associados a doenças metabólicas.
tipos de nutracêuticos

Tipos de nutracêuticos mais utilizados atualmente

Os nutracêuticos disponíveis abrangem diferentes categorias de compostos bioativos

Também existe grande variação de qualidade entre produtos.

Concentração do ativo, pureza da matéria-prima, estabilidade e biodisponibilidade alteram diretamente os resultados obtidos.

Vitaminas e minerais

Vitaminas e minerais estão entre os nutracêuticos mais utilizados devido à participação direta em todas as funções metabólicas do organismo. 

Eles atuam na produção energética, imunidade, contração muscular, síntese hormonal, saúde óssea e proteção antioxidante.

Mesmo em pessoas sem deficiência grave, níveis inadequados desses micronutrientes podem afetar desempenho físico, cognição, disposição e resposta imunológica.

Entre os mais utilizados estão:

Na prática clínica, esses compostos são utilizados em estratégias relacionadas a:

  • Fadiga;
  • Imunidade;
  • Saúde óssea;
  • Função cognitiva;
  • Saúde muscular;
  • Deficiências nutricionais;
  • Saúde hormonal;
  • Recuperação física.

A individualização continua sendo essencial, já que as necessidades variam conforme idade, alimentação, rotina e uso de medicamentos.

Probióticos e prebióticos

Os probióticos são microrganismos vivos que, quando administrados em quantidades adequadas, ajudam a equilibrar a microbiota intestinal. 

Já os prebióticos funcionam como substrato para alimentar bactérias benéficas presentes no intestino.

Entre os probióticos mais utilizados estão cepas de:

  • Lactobacillus;
  • Bifidobacterium;
  • Saccharomyces boulardii.

Os prebióticos mais comuns incluem:

  • Inulina;
  • FOS;
  • GOS;
  • Amido resistente.

A ação desses compostos pode contribuir para:

  • Melhora da digestão;
  • Redução de distensão abdominal;
  • Equilíbrio intestinal;
  • Produção de ácidos graxos de cadeia curta;
  • Modulação imunológica;
  • Integridade da barreira intestinal.

A qualidade da formulação também interfere diretamente na eficácia.

Estabilidade das cepas, quantidade de UFCs e resistência ao ácido gástrico fazem diferença no resultado clínico.

Ômega 3 e ácidos graxos essenciais

O ômega 3 está entre os nutracêuticos mais estudados devido aos efeitos relacionados à saúde cardiovascular, cerebral e inflamatória. 

Esses ácidos graxos essenciais não são produzidos pelo organismo e precisam ser obtidos pela alimentação ou suplementação.

Os principais tipos utilizados são:

  • EPA;
  • DHA;
  • ALA.

EPA e DHA são encontrados em peixes de águas frias e apresentam maior relevância clínica por participarem da formação de mediadores inflamatórios e membranas celulares.

Entre os possíveis benefícios associados ao consumo adequado estão:

  • Suporte cardiovascular;
  • Modulação inflamatória;
  • Saúde cerebral;
  • Função cognitiva;
  • Saúde ocular;
  • Equilíbrio metabólico;
  • Recuperação muscular.

O DHA possui participação importante na estrutura cerebral e retinal. Já o EPA costuma apresentar maior relação com a regulação inflamatória.

Nutracêuticos antioxidantes naturais

Os compostos antioxidantes naturais são nutracêuticos utilizados para reduzir danos provocados pelo excesso de radicais livres.

Esses compostos atuam neutralizando moléculas instáveis que podem danificar proteínas, membranas celulares e material genético.

Entre os antioxidantes naturais mais utilizados estão:

  • Resveratrol;
  • Curcumina;
  • Quercetina;
  • Astaxantina;
  • Catequinas do chá verde;
  • Coenzima Q10;
  • Licopeno.

A curcumina, por exemplo, vem sendo estudada pela capacidade de atuar em vias inflamatórias importantes.

Já a coenzima Q10 participa diretamente da produção energética mitocondrial.

Apesar dos benefícios potenciais, doses excessivas nem sempre são vantajosas. 

Fitoterápicos e bioativos vegetais

Fitoterápicos e compostos bioativos vegetais são nutracêuticos obtidos de plantas com propriedades fisiológicas específicas. 

Eles concentram substâncias capazes de atuar em diferentes vias metabólicas relacionadas à inflamação, ansiedade, metabolismo, circulação e equilíbrio hormonal.

Entre os compostos mais utilizados estão:

  • Ashwagandha;
  • Ginseng;
  • Cúrcuma;
  • Chá verde;
  • Ginkgo biloba;
  • Berberina;
  • Garcinia cambogia.

Cada composto possui mecanismos próprios de atuação. 

A berberina, por exemplo, vem sendo estudada pela influência sobre metabolismo glicêmico e sensibilidade à insulina. 

Já a ashwagandha costuma ser utilizada em estratégias relacionadas ao estresse e fadiga.

Aminoácidos e proteínas funcionais

Aminoácidos e proteínas funcionais são nutracêuticos utilizados em estratégias relacionadas à recuperação muscular, saúde intestinal, imunidade e produção energética. 

Entre os mais utilizados estão:

  • Creatina;
  • Glutamina;
  • Taurina;
  • Arginina;
  • BCAA;
  • Triptofano.

Proteínas funcionais também ganharam espaço nos protocolos nutricionais. 

Algumas formulações incluem peptídeos bioativos com potencial antioxidante, imunológico e metabólico.

Esses compostos podem auxiliar na:

  • Recuperação muscular;
  • Síntese proteica;
  • Saúde intestinal;
  • Produção energética;
  • Desempenho físico;
  • Preservação de massa magra.
o que são nutracêuticos

Nutracêuticos mais procurados e suas funções

Hoje, boa parte dos compostos mais consumidos possui aplicações e objetivos bem definidos, principalmente em áreas como saúde muscular, sono, cognição, inflamação e envelhecimento saudável.

Mesmo assim, popularidade não significa indicação universal. 

Dois indivíduos podem apresentar necessidades completamente diferentes, mesmo buscando o mesmo objetivo. 

A seguir, você vai entender por que alguns nutracêuticos se tornaram tão utilizados e quais funções metabólicas eles realmente exercem.

Colágeno para pele e articulações

O colágeno é uma das proteínas estruturais mais abundantes do organismo e participa da sustentação da pele, cartilagens, tendões, ossos e articulações. 

Com o avanço da idade, a produção natural dessa proteína diminui progressivamente, favorecendo perda de elasticidade cutânea e alterações articulares.

Por isso, o colágeno se tornou um dos nutracêuticos mais procurados tanto em estratégias estéticas quanto em protocolos voltados para saúde osteoarticular.

Os tipos mais utilizados incluem:

  • Colágeno hidrolisado;
  • Peptídeos bioativos de colágeno;
  • Colágeno tipo II não desnaturado.

O colágeno hidrolisado fornece aminoácidos utilizados na síntese estrutural.

Já o colágeno tipo II costuma ser mais associado ao suporte articular e à integridade da cartilagem.

Os principais objetivos de uso incluem:

Curcumina como anti-inflamatório natural

A curcumina é o principal composto bioativo presente na cúrcuma e se tornou um dos nutracêuticos mais utilizados em estratégias relacionadas à inflamação e ao estresse oxidativo. 

Grande parte dos estudos investiga sua ação sobre mediadores inflamatórios associados a alterações metabólicas, dores articulares e doenças crônicas.

A curcumina também apresenta um potencial antioxidante, ajudando a reduzir danos celulares provocados por excesso de radicais livres.

Um dos maiores desafios relacionados a esse composto é a biodisponibilidade. 

A absorção intestinal da curcumina isolada costuma ser baixa, por isso muitas formulações utilizam tecnologias para aumentar o aproveitamento metabólico.

As associações mais comuns incluem:

  • Piperina;
  • Sistemas lipossomais;
  • Complexos fosfolipídicos.

Na prática clínica, ela também aparece em protocolos relacionados a:

Magnésio para sono e função muscular

O magnésio participa de centenas de reações metabólicas e está envolvido em processos relacionados à contração muscular, produção energética, funcionamento neurológico e regulação do sono. 

Mesmo assim, ingestão insuficiente é relativamente comum, principalmente em pessoas com alimentação pobre em vegetais, oleaginosas e leguminosas.

Nos últimos anos, esse mineral passou a ser utilizado em estratégias relacionadas a:

  • Qualidade do sono;
  • Relaxamento muscular;
  • Cãibras;
  • Estresse;
  • Fadiga;
  • Função neuromuscular.

Existem diferentes formas disponíveis no mercado, incluindo:

  • Magnésio glicina;
  • Magnésio dimalato;
  • Magnésio treonato;
  • Magnésio citrato.

Cada forma apresenta características distintas de absorção.

Coenzima Q10 para energia celular

A coenzima Q10 é um composto naturalmente produzido pelo organismo e fundamental para produção de energia dentro das mitocôndrias. 

Ela participa da geração de ATP, principal fonte energética celular, especialmente em tecidos com alta demanda metabólica como coração, cérebro e musculatura.

Os principais objetivos de uso incluem:

  • Suporte energético;
  • Saúde cardiovascular;
  • Redução do estresse oxidativo;
  • Performance física;
  • Recuperação muscular;
  • Saúde mitocondrial.

As formas mais utilizadas são:

  • Ubiquinona;
  • Ubiquinol.

O ubiquinol apresenta maior biodisponibilidade em algumas situações, principalmente em indivíduos idosos.

A absorção da coenzima Q10 depende da presença de gordura na refeição, já que se trata de uma substância lipossolúvel.

Apesar da ampla utilização, não existe benefício automático em doses elevadas.

A necessidade varia conforme idade, condição clínica, alimentação e uso de medicamentos.

Melatonina e saúde do sono

A melatonina é um hormônio produzido pela glândula pineal e possui papel central na regulação do ciclo sono-vigília. 

Sua liberação aumenta naturalmente durante a noite, sinalizando ao organismo o momento adequado para iniciar o processo de sono.

Nos últimos anos, a melatonina se tornou um dos nutracêuticos mais procurados devido ao aumento de queixas relacionadas a:

  • Insônia;
  • Sono fragmentado;
  • Dificuldade para adormecer;
  • Alterações do ritmo circadiano;
  • Privação de sono.

A exposição excessiva à luz artificial, especialmente telas durante a noite, pode reduzir a produção natural de melatonina e prejudicar a qualidade do sono.

Além da regulação circadiana, estudos investigam possíveis efeitos relacionados a:

  • Ação antioxidante
  • Saúde imunológica
  • Envelhecimento
  • Regulação metabólica

Mesmo assim, a melatonina não funciona como sedativo tradicional. Sua principal atuação envolve sincronização biológica do organismo.

Outro aspecto importante é que a eficácia depende muito da causa da alteração do sono.

Em alguns casos, ansiedade, apneia, excesso de cafeína, estresse ou hábitos inadequados são os principais fatores envolvidos.

Existem diferentes formulações de liberação imediata e prolongada, utilizadas conforme a necessidade individual.

Como escolher nutracêuticos de qualidade

Um dos principais problemas do mercado atual é a presença de produtos com baixa concentração de ativos, matérias-primas instáveis ou formulações sem padronização adequada.

Ao avaliar um nutracêutico, preste atenção em:

  • Concentração real do ingrediente ativo;
  • Forma química utilizada;
  • Presença de certificações;
  • Padronização de extratos;
  • Biodisponibilidade;
  • Procedência da matéria-prima;
  • Transparência no rótulo.

No caso de minerais, formas queladas geralmente apresentam melhor absorção intestinal. 

Já compostos vegetais precisam informar padronização dos princípios ativos para garantir consistência da formulação.

Também vale observar:

  • Registro sanitário;
  • Testes de pureza;
  • Ausência de contaminantes;
  • Controle microbiológico.

Produtos extremamente baratos muitas vezes utilizam matérias-primas inferiores ou doses insuficientes para produzir efeito metabólico relevante.

Como evitar produtos sem comprovação científica

Um dos primeiros sinais de alerta são promessas irreais, especialmente quando o produto afirma:

  • Curar doenças;
  • Substituir tratamentos médicos;
  • Produzir resultados imediatos;
  • Funcionar para qualquer pessoa;
  • Não possuir nenhuma contraindicação.

Outro ponto importante é verificar se o ingrediente possui estudos clínicos relevantes em humanos, e não apenas pesquisas laboratoriais isoladas.

Muitos produtos utilizam ingredientes conhecidos em quantidades insuficientes apenas para fins de marketing.

Formulações sérias especificam concentração dos ativos, origem da matéria-prima e composição detalhada.

Buscar orientação profissional reduz significativamente o risco de investir em formulações ineficazes ou potencialmente inadequadas para o contexto metabólico do paciente.

Quem pode usar nutracêuticos?

A necessidade varia conforme alimentação, idade, rotina, doenças associadas, uso de medicamentos e objetivos clínicos específicos.

Os grupos que mais utilizam nutracêuticos incluem:

  • Praticantes de atividade física;
  • Idosos;
  • Pessoas com alterações metabólicas;
  • Indivíduos com restrições alimentares;
  • Pacientes com fadiga crônica;
  • Pessoas com alterações intestinais;
  • Mulheres em fases hormonais específicas.

Apesar disso, nem todo mundo precisa de suplementação. 

Uma alimentação equilibrada continua sendo a principal base para fornecimento de nutrientes e compostos bioativos.

Gestantes e lactantes: quando é necessário cuidado

Gestantes e lactantes exigem atenção especial no uso de nutracêuticos porque alterações hormonais, metabólicas e fisiológicas modificam necessidades nutricionais e respostas do organismo. 

Durante a gestação, determinados nutrientes realmente apresentam maior demanda, principalmente:

  • Ferro;
  • Ácido fólico;
  • Ômega 3;
  • Iodo;
  • Vitamina D;
  • Colina.

Mesmo assim, a suplementação não deve ser feita de forma indiscriminada.

O excesso de alguns nutrientes também pode gerar riscos maternos e fetais.

Portanto, siga os seguintes cuidados:

  • Evite automedicação;
  • Não utilize fórmulas sem orientação;
  • Verifique segurança do ingrediente;
  • Avalie a interação medicamentosa.

Na lactação, parte dos compostos ingeridos pode ser transferida pelo leite materno, dependendo da substância e da dose utilizada.

Existem riscos ou efeitos colaterais?

Embora muitos nutracêuticos sejam vistos como produtos “naturais”, isso não significa ausência total de riscos. 

Qualquer composto biologicamente ativo pode provocar efeitos adversos dependendo da dose, do contexto clínico, da duração do uso e das interações envolvidas.

Os efeitos colaterais variam conforme o composto utilizado e podem se manifestar como:

  • Náuseas;
  • Diarreia;
  • Cefaleia;
  • Insônia;
  • Sonolência;
  • Alterações gastrointestinais;
  • Taquicardia;
  • Alterações hepáticas.

Os principais fatores que aumentam riscos incluem:

  • Uso excessivo;
  • Associação inadequada de produtos;
  • Falta de orientação profissional;
  • Produtos sem procedência;
  • Doses acima do necessário;
  • Interações medicamentosas.

Interações entre nutracêuticos e medicamentos

Como vários compostos possuem ação metabólica ativa, eles podem alterar absorção ou efeito farmacológico de diferentes medicamentos.

Isso significa que mesmo produtos naturais podem interferir diretamente na resposta terapêutica de tratamentos médicos.

Entre os exemplos mais conhecidos estão:

  • Curcumina e anticoagulantes;
  • Ginkgo biloba e antiagregantes plaquetários;
  • Magnésio e antibióticos;
  • Melatonina e sedativos;
  • Ômega 3 em altas doses e medicamentos anticoagulantes.

Certos compostos vegetais podem interferir na atividade de enzimas responsáveis pela metabolização de medicamentos.

Isso pode provocar:

  • Aumento da concentração do fármaco;
  • Redução da eficácia terapêutica;
  • Maior risco de toxicidade;
  • Alterações de absorção intestinal.

A importância do acompanhamento profissional

O uso de nutracêuticos precisa de individualização. 

Dois pacientes com sintomas parecidos podem apresentar necessidades completamente diferentes, o que torna inadequado seguir protocolos prontos encontrados na internet ou recomendações genéricas.

Nutracêuticos podem ser úteis, mas não substituem a avaliação clínica nem corrigem isoladamente problemas causados por rotina alimentar ruim e condições não investigadas.

Se você deseja entender quais compostos fazem sentido para o seu objetivo, o ideal é realizar uma avaliação com um nutricionista.

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PERGUNTAS FREQUENTES

Posso tomar vários nutracêuticos ao mesmo tempo?

Depende. Algumas combinações podem ser benéficas, mas outras aumentam risco de excesso de nutrientes, desconfortos gastrointestinais e interações com medicamentos. Também é comum haver repetição de ingredientes entre fórmulas diferentes sem que a pessoa perceba.

Quanto tempo um nutracêutico demora para fazer efeito?

O tempo varia conforme o composto utilizado, a dose, a biodisponibilidade e o objetivo do tratamento. Alguns nutracêuticos voltados para sono ou função intestinal podem apresentar resposta mais rápida.

Vale a pena tomar nutracêuticos sem orientação profissional?

Não. O uso sem orientação é um dos principais motivos de suplementação desnecessária, excesso de nutrientes e expectativas irreais em relação aos resultados.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

SILVA, Thaine M. S.; RODRIGUES, Luiza Z.; NUNES, Graciela L. et al. Encapsulação de compostos bioativos por coacervação complexa. Revista do Centro de Ciências Naturais e Exatas – UFSM. 2015.

GOMES, Andreia S.; MAGNUS, Karen; SOUZA, Alessandra H. S. Riscos e benefícios do uso de nutracêuticos para a promoção da saúde. Revista Saúde e Desenvolvimento. 2017.

ROBERT, Carlison. Nutracêuticos na prática clínica: performance e saúde.

*Este conteúdo tem caráter apenas informativo e não substitui o diagnóstico ou tratamento de um médico ou nutricionista. As informações apresentadas não devem ser aplicadas de forma individual sem orientação profissional.

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